domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vivia-te, sem te viver.


A minha mão baloiçava fechada , batia na minha cintura com uma suave brusquidão ao ritmo do meu peito.
A outra , presa no teu ombro , agarrava-te com insegurança , tu de costas voltadas , sem que os teus olhos encontrassem os meus.
Viraste-te e os teus lábios beijaram docemente a minha testa , olhavas para o horizonte , como se a esperança fosse inatingível...
Sentia agora a tua respiração nos meus cabelos, o teu familiar cheiro a embalar-me os pensamentos.
Vivia-te naquele instante, sem te viver.
Ali , num tempo gasto pelas despedidas que nunca soubemos ter.

1 comentário:

  1. Eu quero comentar, mas não sei o que dizer. Escreves tão bem ... =)adoro-te @

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