quarta-feira, 30 de março de 2011

Às vezes .

Nunca percebi muito bem como isto funcionava.
Se era suposto não te escrever porque tinha o coração cheio de saudades, se devia calar todas as palavras que não devia dizer.
Por vezes temos de aprender isso mesmo, calar-nos para não nos magoar-mos, fechar a janela e impedir que o vento entre. Bater com a porta , fechá-la e esconder a chave num sitio difícil de alcançar.
Obrigar o coração desordeiro a bater mais devagar, para que não o oiçam.
Às vezes é preciso sentir em vez de mostrar, guardar cá dentro tudo aquilo que nos pertence, porque um dia vai ser só isso que temos, os nossos pequenos pedaços de histórias, mesmo aquelas que ficaram por contar.
Impedir que a voz estremeça, submete-la ao silêncio.
E com isto, não permitir que cada pessoa que passe na nossa vida nos roube centímetros, nos faça baixar a cabeça.
Às vezes é preciso ser feliz.

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